Sem amigos, sem família, sem ninguém. Nem um passarinho para cuidar nem um cachorro para compartilhar. Assim, alguns seres humanos vivem para o trabalho e ainda reclamam de eternas reuniões, de acontecimentos fora de padrões que não conseguem controlar e acendem uma vela para tentar iluminar um caminho que não possuem. Viver vai além de respirar. Pressupõe relações. Primeiramente familiar. Não aquela de ligar, visitar ou estar com membros da família. Mas interagir, participar e não apenas quando não se tem lugar nenhum para se ir. Viver não é apenas trabalhar. As relações com pessoas no trabalho são profissionais. São poucos os amigos que ali se faz. Portanto, amizades fora desse ambiente é uma grande matriz de como enxergamos o mundo. De como estamos com o mundo. Receber pessoas para um almoço, tomar um vinho em companhia de outros viventes. Compartilhar emoções, pensamentos, interagir num olhar, numa perspectiva de apenas observar. Viver é sair da toca. A casa é o aconchego, o refúgio para momentos só nossos. Mas é preciso buscar lugares para “ver” o mundo. Um restaurante. Um parque. Um cinema. As ruas são ótimos lugares para compartilharmos o mundo com nossos semelhantes. Não basta sorrir para ser sociável. Não é falando pelos cotovelos que imprimimos nossa opinião. O “estar” social é compartilhar, é estar junto das pessoas. Viver, portanto, é muito mais que estar vivo.segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
´Estar´ social
Sem amigos, sem família, sem ninguém. Nem um passarinho para cuidar nem um cachorro para compartilhar. Assim, alguns seres humanos vivem para o trabalho e ainda reclamam de eternas reuniões, de acontecimentos fora de padrões que não conseguem controlar e acendem uma vela para tentar iluminar um caminho que não possuem. Viver vai além de respirar. Pressupõe relações. Primeiramente familiar. Não aquela de ligar, visitar ou estar com membros da família. Mas interagir, participar e não apenas quando não se tem lugar nenhum para se ir. Viver não é apenas trabalhar. As relações com pessoas no trabalho são profissionais. São poucos os amigos que ali se faz. Portanto, amizades fora desse ambiente é uma grande matriz de como enxergamos o mundo. De como estamos com o mundo. Receber pessoas para um almoço, tomar um vinho em companhia de outros viventes. Compartilhar emoções, pensamentos, interagir num olhar, numa perspectiva de apenas observar. Viver é sair da toca. A casa é o aconchego, o refúgio para momentos só nossos. Mas é preciso buscar lugares para “ver” o mundo. Um restaurante. Um parque. Um cinema. As ruas são ótimos lugares para compartilharmos o mundo com nossos semelhantes. Não basta sorrir para ser sociável. Não é falando pelos cotovelos que imprimimos nossa opinião. O “estar” social é compartilhar, é estar junto das pessoas. Viver, portanto, é muito mais que estar vivo.
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