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segunda-feira, 16 de março de 2009

OH CÉUS, OH VIDA, OH AZAR

O desenho animado Lippy & Hardy, dos estúdios Hanna-Barbera, foi muito popular e se tornou um clássico. Lippy o leão e Hardy a hiena. As histórias seguiam sempre a mesma lógica. Lippy bolava planos mirabolantes para os dois se darem bem. O pessimismo de Hardy não deixava acreditar que teriam sucesso. E aí o bordão que ficou na memória de todo mundo, quando a hiena Hardy dizia: Oh Céus, Oh Vida, Oh Azar. Isso não vai dar certo.
Há m
uitas hienas soltas por aí. São bichos que comem excrementos, mas vivem rindo. São predadoras de extrema destreza e crueldade. Atrevem-se até a encarar um leão pela disputa de uma carniça. Como são relegados a um segundo plano na hierarquia da caça, também se fazem de vítimas. As hienas vivem em bando, porém isto é apenas uma miragem, uma aparência. Unem-se no momento da caça, mas brigam quando vão repartir a carniça. A melhor notícia para as hienas são as matanças cometidas por outros animais. É o prato delas. Há notícias de que as hienas só transam uma vez por ano. Além de serem egoístas, pouco objetivas, vivendo seu dia como fosse o último da vida delas. Não guardam comida. Largam os filhotes logo cedo e parece que não tem tendência a questões familiares.
Voltando ao desenho animado, há questões interessantes na construção desses dois personagens. Os dois animais vivem principalmente na África, disputam território e são concorrentes na disputa da caça. No desenho o leão exerce a posição de líder, pois é considerado o rei da selva. Já a hiena Hardy é um tanto contraditória. No desenho Hardy está sempre triste, desanimada e nunca ri. Já o animal é relacionado à alegria, devido o som que emite lembrando uma gargalhada. Por último, Lippy e Hardy representavam um o oposto do outro. Enquanto Lippy é um ferrenho otimista, Hardy representava o pessimismo.
Assim são as pessoas. Ou uma parcela de pessoas que estão sempre com o pessimismo à flor da pele. Quantos de nós já não nos deparamos com alguém com uma carga negativa, que nos deixa mal só de olhar para ela? Parece que tudo que desejamos fazer com empenho a hiena não acredita, mas compartilha de sua companhia, pois precisa de alguém para verter seu lado negativo.
Mas a questão não é somente o pessimismo. Quando algumas coisas começam a acontecer errado em sua vida, é bom olhar à volta e ver se não há uma hiena atormentando e impedindo de as coisas darem certo. Reparar em pequenos detalhes pode ser significativo para identificarmos pessoas assim. Quando se está perto de alguém com aura negativa, sentimo-nos como se nossa energia estivesse acabando. São essas criaturas da noite que roubam nossa energia para se sentirem mais seguras e fortes.
Porém, há quem acredita que tudo isso é bobagem. Como acreditar em crendices populares ou “feitiços”. Como queiram. Importante, claro, é não deixar se influenciar por pessoas que só tem pessimismo a oferecer. Resguardar-nos dos outros pode fazer bem, quando tudo parece estar errado. Ficar distante das hienas Hardy de nossa vida parece ser a maneira ideal de nos protegermos. Assim ficamos sabendo se a hiena não somos nós mesmos. Só não vamos dizer o refrão: oh céus, oh vida, oh azar. Isso não vai dar certo!

3 comentários:

Lúcia disse...

Oi, Jairo! Ótima comparação. Eu acredito que seja assim mesmo. Sou otimista sem remédio... já me estrepei por isso, mas é melhor assim do que pessimista incurável. O pessimismo faz mal, o melhor é se afastar mesmo. Bjão

lioness disse...

Amei o texto. Eu vivia assistindo esse desenho anos atrás - não perdia um. Com certeza a analogia é perfeita.
Estou tentando deixar de ser uma hiena para virar mesmo uma leoa de verdade!

Anônimo disse...

Gostei!!!achei teu texto, quando pensei nisso...somos hienas, acho que na maioria...mas tb temos o lado bom...saber rir mesmo na desgraça!!!rs...

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