As razões dos JUDEUS em acreditar que essa terra lhes pertence:
Esse foi um reino judeu onde os judeus viveram por muitos séculos

Após as revoltas contra os Romanos, de 70 a 135 d.C., a terra, Judéia, recebeu dos romanos o nome de Palestina
A cada ano, desde a destruição romana, os judeus têm orado para retornar a essa terra. “No próximo ano em Jerusalém”, é a frase com que termina cada celebração da Páscoa.
Os judeus oram três vezes ao dia, voltados para Jerusalém, que é sua cidade mais sagrada.
Após séculos de trágicas Cruzadas, progroms, e por fim o Holocausto, a maior parte dos judeus acredita que apenas estarão a salvo de perseguições se existir um Estado Judeu independente.
As razões dos ÁRABES em acreditar que essa terra lhes pertence:
Os povos árabes habitam essa terra por séculos.
Suas presenças aumentaram significativamente após a conquista muçulmana no século VII.
As vidas e tradições dos habitantes são muito ligadas aos lugares dessa terra, onde muitos tiveram ancestrais por inúmeras gerações.
Jerusalém é um centro cultural, social e religioso para a população árabe.
Aqui ficam as Mesquitas de al-Aqsa e de Omar, o terceiro local mais sagrado para os muçulmanos.
A tradição diz que o Profeta Maomé ascendeu ao Céu montado em seu lendário cavalo, Al Buraq.
Conclusão:
Ambos os povos têm direito a essa terra.
Ambos os direitos são amplamente reconhecidos pela comunidade das nações.
Nenhum dos lados simplesmente desaparecerá, nem os 5 milhões de judeus, e nem os 4,5 milhões de árabes.
As soluções possíveis: a) os árabes ficam com toda a terra (eliminando o outro lado pela força); b) os judeus ficam com toda a terra (eliminando o outro lado pela força); c) um Estado bi-nacional para judeus e árabes (a solução ideal na teoria, porém impraticável dado o nível de tensão e ódio entre as partes, além da falta de autonomia para cada povo); d) dois Estados para dois povos (dois Estados independentes, vivendo lado a lado com fronteiras seguras e mutuamente reconhecidas, a idéia ideal).
Mas, como sempre acontece em qualquer briga, cada lado costuma culpar o outro. Todos nós achamos conveniente julgar este ou aquele lado. Sempre temos um lado para torcer, mas temos que levar em consideração que sempre nos contam e divulgam fatos e imagens conforme a conveniência de cada um. Ou por outro lado, omitem coisas importantes que poderiam clarear melhor toda a situação. Mas, independente de tudo, é importante combater a intolerância. Esta leva a guerra e carnificina. E a paz, que é a única forma de se viver, sempre é esquecida, mas que faz aproximar os povos e pessoas, reconhecendo todos na sua igualdade.