Palavras, leituras, impressões, literatura, livros, música...
Atualizado as segundas e quintas-feiras.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Series Retro 4

JEANNIE É UM GÊNIO, foi criada pelo escritor Sidney Sheldon. Do total de 133 episódios, Sheldon escrever 54. A história é conhecida de todos até hoje. Barbara Eden fazia de sua Jeannie ingênua e cheia de encrencas. Larry Hagman, Bill Daily, Hayden Rorke e Barton MacLane completavam o elenco.





Profissão: Perigo, entre 1985 e 1992 teve um total de 136 episódios e mais dois filmes. MacGyver é um homem não violento: canive suiço, veda-tubo e qualquer objeto disponivel durante as missões, as quais a principio eram designadas pelo DXS, Departamento de Serviços Externos. A partir do segundo ano, passou a trabalhar para a Fundação Fenix, sob o comando do Diretor de Operações e amigo Pete Thornton, também ex-agente da DXS. As tarefas desse eterno quebra-galho são tão diversificadas quanto seus infindáveis recursos, que variam desde causas ambientais a intrigas internacionais, jamais utilizando armas da maneira convencional.




BATMAN é uma série cultuada até hoje nos cinemas, depois de ser produzidos alguns filmes. Foi produzida entre 1966 e 1968, com 120 episódios. O elenco era de peso: Adam West, Burt Ward, ALan Napier, Neil Hamilton, Julie Newmar como Batgirl, Vincent Price, Frank Gorshin como charada, Cesar Romero como Coringa, Burguess Meredith como Pinguim e Victor Buono.



MULHER MARAVILHA encantou a todos entre 1975 e 1979, quando foi produzida. Teve um total de 52 episódios e 2 filmes piloto. No elenco Lynda Carter. Durante a segunda guerra, Diana vive em uma ilha habitada somente por mulheres amazonas chamada de Ilha Paraiso. A existência dessa ilha não é conehcida pelo resto do mundo, até que o piloto Steve Tevor cai com seu avião, após perder uma batalha aérea com um piloto nazista. Após salvá-lo, as amazonas decidem levá-lo de volta aos Estados Unidos. Apaixonada, Diana consegue ser a escolhida para levá-lo e permanecer nos Estados Unidos com a intenção de ajudá-los a acabar com a ameaça nazista. Após o término da guerra, Diana volta para a ilha e, trinta e dois anos depois, volta aos EUA, como a Mulher Maravilha, acreditando ser necessária sua ajuda no combate ao crime. Agora ela trabalha com o filho do Major Trevor, Steve Tevor Jr, chefe do Comando de Defesa Internacional, que por sua vez, recebe ordens do IRA, um computador que fala.

sábado, 7 de novembro de 2009

Quilometragem

Dizem que a experiência é importante para a vida de todos, com seu lado positivo e negativo. E quanto mais experiência melhor, já que nos aprimoramos e se consegue perceber o que é bom, nos ensina e nos questiona. E se falarmos de experiência sexual, quantas devemos ter antes de casar?
Os homens são pródigos em dimensionar suas conquistas amorosas. Contam até as milhas seguidas com a namorada para aumentar o número de vezes de suas transas nas conversas com amigos. Quando se trata de saber da quilometragem das namoradas, o assunto se torna tabu. Preferem não saber e, muitas vezes o namoro termina quando esse número se torna expressivo. O que venha a ser esse número? Difícil dizer, já que a maioria dos homens prefere se casar com uma moça virgem. Ou quase. Muito menos os homens querem saber com quem a namorada transou. Isso para evitar que um outro rapaz aponte sua namorada e dizer que já... bem vocês sabem o que ele vai dizer.
Em se tratando de mulher, se ela possuiu muitos relacionamentos e isso se torne público, as conseqüências são conhecidas. É taxada disso e daquilo e para encontrar um marido será tão difícil como ganhar na loteria. Além do que acaba mal falada. E se essa história acontecer em uma cidade pequena, as dimensões dessa experiência pode se tornar graves.
Em caso de acontecer de um homem que teve poucas namoradas ou pouca experiência sexual, aí é questionada sua sexualidade. Não se concebe que um homem possa casar virgem. Ou com pouca experiência com relação a sexo. O homem precisa mostrar que é homem (ou macho, na verdade), com a quantidade de sua quilometragem.
A grande questão que se coloca é que estamos no século 21 e o assunto quantidade ainda é tabu. Tudo isso pouca importa. Ser criterioso na escolha de parceiros é um item a ser pensado com carinho. O mais importante é desfrutar da relação e qualidade e não da quantidade. Ficar contanto a quantidade de vezes que se transou é coisa de adolescente, ou gente que mentalmente ainda não cresceu. Guardar as boas lembranças, nem que sejam apenas carnais, é o que importa. E mais ainda os valores pessoais de cada um. O resto é bobagem.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Séries Retro 3

A NOVIÇA VOADORA foi produziada entre 1967 e 1970, num total de 81 episódios. Sally Field encabeçava o elenco e uma das poucas atrizes que ainda estão no ar e fazendo sucesso em outras séries e filmes. Uma noviça cheia de entusiasmo e otimismo ilumina o Convento de San Taco em San Juan, Porto Rico. Graças ao seu peso extremamente leve e a cornete que completa seu hábito, a Irmã Bertrille consegue voar. Esse dom é frequentemente a causa de muita dor de cabeça, quando as boas ações da irmã terminam em confusão.




O TÚNEL DO TEMPO parece uma série extensa, porém durou apenas dois anos. Entre 1966 e 1967, com apenas 30 episódios. Tony Newman e Doug Phillips são dois cientistas que trabalham para o governo no projeto supersecreto Tic-Toc. É uma máquina que pode transportar qualquer pessoa ou objeto através do tempo. Depois de testar a máquina, os cientistas descobrem que ela não possui força suficiente para trazê-los de volta. Então, o único elo de ligação dos dois cientistas e seus colegas é a tela do túnel, capaz de captar as imagens da época em que estão. Assim, os dois vivem momentos históricos e ajudam figuras importantes do passado a escrever seus homes na história. No elenco James Darren, Robert Colbert, Whit Bissel, John Zarenha e Lee Meriwether.


BONANZA é a mais longa série de faroeste que se tem notícia. Foram 14 anos no ar, com 430 episódios. Estreou em 12 de stembro de 1959 e o último episódio exibido em 16 de janeiro de 1973. É a históira de um homem que venceu graças a seus esforços. Dono do rancho Ponderosa, Ben Cartwright é viúvo três vezes tendo um filho com cada esposa, o que originava um grnade número de situações devido as diferenças de temperamento e opiniões de cada um. Adam o mais velho era d aprimeira esposa. Hoss, um apelido, já que o nome verdadeiro do personagem era Eric, é o segundo filho. O caçula Joseph, mais conhecido como Little Joe. Havia ainda o cozinheiro Hop Singh, um imigrante chinês. A história se passava em 1860, época da descoberta de um veio de ouro em Nevada. Desta forma, os Cartwrights se veem forçados a afugentar de suas terras mineradores gananciosos que não respeitam a propriedade alheia. Os atores: Lorne Greene, Pernell Roberts, Dan Blocker, Michael Landon e Victor Sen Yung.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Intolerância

No mundo que vivemos, tem ficado claro que as empresas e pessoas caminham em busca da perfeição. As pessoas devem funcionar como num toque de mágica. Num prazo curto, mas com excelência. A idéia do imediatismo parece fácil de se cumprir, porém a construção daquilo que se quer se torna tortuoso.
As empresas querem pessoas perfeitas para o trabalho. Há pressa em tudo. Pouco tempo para treinar e explicar. Pouca tolerância e não há tempo para perceber as qualidades das pessoas. Todos se tornam pouco tolerantes com os outros e a discórdia nasce. Os valores se perdem pelo caminho, como as pessoas em seu próprio trabalho. Assim sendo, muitas vezes somos levados a ser perfeitos com aquilo de que não gostamos.
Na esfera pessoal, os casais se deparam com a falta de tolerância nos seus defeitos e fraquezas. A maturidade e compreensão não são conseguidos em meses ou poucos anos de relacionamento. Sempre queremos a resolução dos problemas a curto prazo. Quando isso não acontece, culpamos sempre os outros, fugindo de nós próprios e de toda responsabilidade. É mais fácil. Essa falta de tolerância nos deixa cegos para nossos próprios defeitos, dando uma sensação falsa de que somos perfeitos. A falta de tolerância nos torna indivíduos solitários e individualizados.
O sucesso de cada um de nós é uma busca constante. A perfeição não existe. Cultivar alguns verbos para crescermos seria primordial: compreender, melhorar, crescer, construir... A auto-aceitação, a busca para melhorarmos por si e não pelos outros são itens que se tornam relevantes para nosso crescimento. O tempo se faz necessário para maturar idéias e ações para nossa vida que valem à pena. Estes são apenas alguns ingredientes para buscarmos certa perfeição. Mas é só a busca.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Série Retro - Dallas

Um site divulgou neste 2 de novembro, que Larry Hagman, Linda Gray e Patrick Duffy reuniram-se para uma entrevista no programa Early Show, da CBS. Eles relembraram passagens interessantes das 14 temporadas da série Dallas (1978-1991).Na entrevista, Larry Hagman comenta sobre a influência de sua esposa ao aceitar o papel. "Foi ela que leu o roteiro e disse: trama perfeita! Não há sequer uma pessoa boa e decente no programa inteiro."Segundo Linda Gray, o papel de Sue Ellen foi primeiramente oferecido a Mary Frann. Ela ainda lembra que no começo, o personagem só dizia bobagens como "Quer um café, Jr.?" Quando na 8ª temporada, ela pediu para dirigir um episódio, foi despedida. Hagman, que sempre lhe dera apoio, afirmou que se ela partisse, ele partiria também.Patrick Duffy disse que as melhores coisas na série eram trabalhar com as mesmas pessoas todos os dias e saber que ainda teriam trabalho no ano seguinte.Ao falarem sobre o episódio em que Jr. é baleado, Patrick Duffy relembra uma declaração de Hagman sobre o assunto. Segundo ele, Hagman disse que a melhor coisa do mundo é que a filha de Bing Crosby matou o filho de Peter Pan.A brincadeira precisa de explicação? O cantor e ator Bing Crosby era pai de Mary Crosby, atriz que interprevata Kristin, personagem que atirou em Jr. Larry Hagman é filho da atriz Mary Martin, que interpretou Peter Pan em alguns programas de TV na década de 50.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Séries Retro 2

O HOMEM DE SEIS MILHÕES DE DÓLARES teve 94 episódios, foi produzida entres os anos de 1973 e 1978. Quando o coronel Steve Austin, astronauta e piloto de testes, é gravemente ferido em um acidente de avisão, o OSI, o escritório científico de investigações, o seleciona como o primeiro homem a receber membros biônicos. Desta forma, Steve sofre uma operação de 6 milhões de dólares, para implantar pernas, braço direito e olho, ficando melhor do que era. Mais forte e mais rápido também. Steve se torna um cyborg. Em troca a OSI espera contar com ele para missões especiais, que exijam suas habilidades incomuns e sua força superior.

A MULHER BIÔNICA surge surge com o sucesso do homem biônico. Num total de 51 episódios, produzida entre os anos de 1976 e 1978, tinha no elenco Lindsay Wagner, Richard ANderson e outros. Após um acidente de pára-quedas, a tenista profissional Jaime Sommers perde suas perdas, um braço e um ouvido. Desesperado, o coronel Steve Austin pede a Oscar (Richard ANderson) que autorize implantes biônicos em sua noiva. Mas Jaime sofre rejeição e morre. Um jovem médico e perito em novos métodos de criogenia, entra em ação e seus esforços trazem Jaime devolta a vida. Contudo, sua memória fica afetada. Não lembra mais de Steve, então ela volta para sua terra natal e começa a trabalhar como professora e também como agente do OSI.



Barbara Eden ficou famosa com a série JEANNIE É UM GÊNIO. Mas teve particpção em O Homem de Virginia, no filme Flamingo Star, com Elvis Presley, I Love Lucy e outros mais. Jeannie foi produzida entre os anos de 1965 e 1970, com 139 episódios. Na época concorria com A Feiticeira, uma série sobre uma bruxa e sua família. Até hoje nos canais pagos, sempre há audiência quando Jeannie aparece fazendo suas trapalhadas.


AS NOVAS AVENTURAS DO SUPERMAN datam de 1993 a 1997. Contava com Dean Cain e Teri Hatcher. Foram 87 episódios com 47 minutos cada. Clark Kent, repórter investigativo e dono daquele segredo, chega a Metrópolis determinado a trabalhar no Planete Diário. ALém da posição de parceiro de Lois Lane, principal repórter do jornal, Clark também consegue apresentar ao mundo seu alter ego, ue por suas incríveis habilidades recebe o nome de Superman, bem como a total devolução de Lois Lane. Como Clark, ele tentará conquistar o coração de Lois. Como Superman lutará contra os mais perigosos vilões.


sábado, 31 de outubro de 2009

Fim de relação

Sempre que uma relação de amor termina, há seqüelas por todos os lados. Mesmo nas mais apaziguadas, alguma mágoa no fundo do peito fica latente. E isso acontece quando o término se dá de maneira pouco convencional. Um conhecido meu, não tendo coragem para dizer na cara da namorada o que sentia, terminou usando uma música. Não lembro exatamente qual, mas era uma da melosa Laura Pausini.
A idéia em si foi péssima. Se você romper uma relação pessoalmente é difícil, através de uma música então é o fim dos tempos. Primeiro que a música (apesar de ser melosa, aprecio
Laura Pausini) vai ficar marcada para a namoradora pelo resto da vida. Segundo, o cara provou que não tem condição de dialogar com uma mulher. Por último, provou não ser homem o suficiente para encarar o fato de frente.
Poderia listar outras seqüelas. Mas sempre é bom se colocar no lugar da outra pessoa. Se assim o fizermos, a chance de errar fica menor. Dessa forma, procurei listar algumas situações convenientes, outras nem tanto, para o dia em que “acabou”.
- Terminar uma relação por telefone é o fim. A não ser que você se encontre na mesma situação do Dado Dolabella e Luana Piovani.
- Na presença de outras pessoas sempre é desagradável. Tem gente que gosta de barraco e público. Mas o melhor ainda é somente os dois. Ou, caso a relação seja a três ou quatro. É um momento que diz apenas aos envolvidos.
- Em caso de traição, a presença da amante é um excesso. Pior ainda se a amante é mais gostosa que a namorada. Briga na certa.
- Mesmo que um relacionamento seja virtual, se utilizar do orkut, facebook, blog ou twitter é pouco adequado. Expor ao mundo esse momento íntimo e doloroso somente para quem é masoquista.
- Usar de alguma música ou filme como referência é péssimo. A pessoa sempre vai odiar aquilo que se usou naquele momento inadequado.
- Terminar depois de uma noite de amor gera normalmente rejeição daquele que levou o fora. A não ser que você queira castigar o outro.
- Terminar no trânsito, dependendo da pessoa, pode suscitar um acidente, ou intencionalmente a morte dos dois.
- Em dias comemorativos também não dá. Esses dias já tem a sua própria comemoração e a marca será maior num dia desses.
- A pior coisa é envolver um terceiro num termino de relação. Mandar um amigo, um vizinho, uma pessoa da família, ou seja lá quem for.
- Por fim, não existe nada melhor (ou pior, conforme o caso) do que a falta de uma conversa franca. Cara a cara.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Séries Retro 1

DANIEL BOONE foi produzida entre 1964 e 1970. No total foram 165 episódios de 51 minutos cada. A história começa quando George Washington encarrega Daniel Boone de erguer um forte em Kentucky para proteger a região de ataques britânicos. Boone conta com a ajuda de amigos leais, como Yadkin, Jericho Gideon, Josh e outros. O ator Fess Parker interpretava Daniel Boone. Patricia Blair a esposa Rebecca. Ed Ames fazia Mingo, entre outros.

A série MASH estreou em 1972 e permaneceu no ar por 11 anos consecutivos, contando as aventuras e periécias dos médicos e enfermeiros de uma Unidade Hospitalar durante a Guerra da Corréia. Foi a primeira sitcom a declarar-se contra a guerra, em uma época em que o conflito do Vietnã estava se tornando incoveniente para o Governo Americano. MASH é a sigla de Mobile Army Surgical Hsopital, ou em bom português: Unidades Cirúrgicas Móveis. Estrelada por Alan Alda, Wayne Rogers, Loretta Swit, Gary Burghoff, Mclean Stevenson e outros. No total foram 251 episódios de 25 minutos cada.

TERRA DE GIGANTES teve um total de 51 episódios, com duranção de 50 minutos cada. Entre os anos de 1698 e 1970 e contava no elenco com Gary Conway, Don Marshal, Don Matheson, Heather Young e outros. Conta a história de uma nave da Terra do ano de 1983 que sofre um acidente caindo em um mundo habitado por gigantes. Todos os tripulantes, com suas histórias particulares, precisam se unir para sobreviver nesta terra estranha, cuja principal ameça é o Inspetor Kobick. A série faz uma alusão aos sistemas de governo americano e russo, visto que os gigantes vivem em um regime fechado.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Vida de Ramsés

Particularmente gosto de história. Ainda mais quando ela é contada com texto leve e de forma que cativa o leitor. A série de cinco livros do escritor francês Cristian Jacq é excepcionalmente excelente. Ramsés foi um dos maiores Faraós do Egito. Os livros relatam à vida deste Faraó, desde a infância até sua morte. Além disso, conta a história do povo do Egito, crenças, ritos e toda a magia envolta deste personagem e sua gente. Amores, traições, a construção de templos.
O primeiro livro que abre a série é Ramsés, A Pedra da Luz. O maior segredo dos faraós é guardado na cidade proibida, encravada num deserto montanhoso do Alto Egito. A Pedra da Luz é capaz de transformar pó em ouro e matéria em luz. O ambicioso Mehy está obcecado com isso, desejando obter a todo custo esse segredo, com o propósito de dominar o Egito. Com uma trama envolvente, vemos configurar uma trama macabra para assassinar o soberano.
O segundo volume, intitulado Ramsés, O templo de milhões de anos, o imperador Sethi morre e o peso de g
overnar o país recai sobre Ramsés. Com apenas 23 anos, é coroado Faraó, vai enfrentar dificuldades extremas de tradição, apesar de ter sido preparado pelo pai. A ganância e intrigas dominam o enredo, disputas pelo poder e Ramsés têm até de enfrentar o próprio cunhado e irmão mais velho, que querem tirá-lo do trono. Chenar, o irmão mais velho, tece uma rede de alianças com amigos, professores e assessores para atingir o novo Faraó. Destaques neste volume para Moisés, filho de hebreus, Nefertari a grande esposa real, e a mãe do Faraó, Toya.
No terceiro livro, Ramsés, A batalha de Kadesh, acontece à guerra contra o Hatti, um país violento e sanguinário. Ao mesmo tempo, a rainha definha devido a um feitiço e Ramsés precisa
buscar um remédio para salva-la. Também precisa ir ao norte para uma batalha sangrenta. Finalmente, a batalha de Kadesh não teve vencido ou vencedor.
Chegando ao quarto livro, Ramsés, A Dama de Abu-Simbel, o Faraó usa a diplomacia para resolver conflitos, ao invés de batalhas. O Faraó oferta a esposa um fabuloso presente. Em Abu-Simbel serão edificados dois templos.
Simbolizando o seu amor eterno por ela. Especialmente neste volume tem muita emoção e romance
, além claro, das eternas vilanias que sempre acompanham toda a trajetória de Ramsés.
No quinto e último volume Ramsés Sob a Acácia do Ocidente, Ramsés se vê diante de seu pior inimigo: o tempo. Nos anos sob seu domínio, ele soube cultivar a sabedoria, justiça, beleza e prosperidade. Mas o tempo roubou-lhe o amor e amigos. Já com idade avançada, almeja somente a tranqüilidade. Porém, para que tenha paz,
precisa se casar com a princesa dos hititas. Os inimigos ainda são muitos, e Ramsés precisa se proteger com a ajuda dos deuses. Detalhes curiosos neste livro é a sabedoria medicinal do antigo Egito.
Ramsés viveu uma vida intensa, cheia de desafios, pois usou a sabedoria para que a
paz reinasse e houvesse prosperidade. Um homem com visão além de seu tempo. Uma leitura que se estende além do simples entretenimento. O trabalho de pesquisa do autor é extremamente competente, já que conhecemos minúcias da vida do antigo Egito. Também é possível conhecer os trâmites da política da época, que não anda longe das trapaças que hoje conhecemos. Uma aventura fascinante de um rei e seu país.

sábado, 24 de outubro de 2009

Luto, dor e desespero

Confesso: fazia tempo que não assistia um filme tão denso, com um drama tão profundo como Anticristo. O diretor Lars von Trier conseguiu impor algo maior que o medo imediato. A tensão é constante. O clima de terror permanece o tempo inteiro. Mas não um terror como outro qualquer. As cenas acontecem como se fosse um pesadelo. Visualmente o filme é excelente. Como na cena inicial, o prólogo de Anticristo, em preto e branco. Um casal faz sexo de forma idílica ao som da ária de Handel, enquanto o filho pequeno sai do berço, é atraído para uma janela aberta e despenca. A partir daí, o filme segue por três capítulos: luto, dor e desespero. Apenas dois atores se digladiam em cena. Willem Dafoe, o marido é chamado de Ele. A mulher, a atriz Charlotte Gainsbourg, chamada de Ela. O drama se dá após a cena inicial, onde Ela enlouquece de luto. O diretor consegue da atriz uma interpretação animalesca. Ele, o marido, personificada a reação oposta. É racional, já que é psicoterapeuta, faz um plano para enfrentar o luto, sem ajuda de medicamentos.
Marido e mulher se interpõem em martírio terrível e brutalmente realista. Há imagens inexplicáveis, outras demoradamente explícitas de tortura. O sexo é usado como válvula de escape das dores do luto, como a dor física. Não se pode fazer uma leitura ao pé da letra do filme. Também não é um filme que deve ser explicado. Para quem conseguir, deve ser atravessado e enfrentado. Não há como digeri-lo após o término da exibição. Isso é uma tarefa para os dias seguintes. Anticristo não é um filme para o grande público. Trata-se de algo raro. Uma mulher selvagem tentando ser adestrada pelo marido e o homem em combate com a natureza. Não é pouca coisa.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Essa tal da felicidade!

Tenho falado neste espaço muito sobre as angústias do homem moderno. Como o amor, a falta dele, a morte, egoísmo e outros males tão comuns entre nós. Faltou falar da felicidade. Todos a procuram. De uma forma ou outra, repetimos sempre que queremos ser felizes. Acredito que seja um comportamento condicionado e repetitivo, que aprendemos durante nossa vida.
Essa tal da felicidade é muitas vezes repleta de códigos religiosos. As religiões prometem a verdadeira felicidade como recompensa por nossa sublimação na terra. Essas entidades querem nos vender algo, como algo a mais para nosso consumo diário. Sabemos que historicamente as religiões foram e continuam sendo manipuladores de nosso pensamento. Nossa televisão hoje virou uma verdadeira maratona de cultos que pregam que a felicidade não está neste mundo. Então, que felicidade é essa?
Temos que separar as coisas. Alegria e felicidade têm significados que podem confundir muita gente. Alegria quer dizer um contentamento, um prazer momentâneo, divertimento ou um acontecimento que nos trouxe alegria. Já felicidade é um bem estar, um êxito, um estado que expressa não o exterior como a alegria. Porém nossa alma se expõe ao corpo, num regozijo entre o corpóreo e o espírito.
Aristóteles, em seu texto da Ética a Nicâmaco, define a felicidade como algo absoluto e auto-suficiente. Diz ainda que a felicidade não reside na recreação. Como se o mês de férias que tiramos durante o ano fosse o ápice da felicidade. Grande bobagem. A felicidade não precisa de meios para que a justifique.
Esse estado de espírito que Aristóteles fala pode nunca ser alcançado. Em princípio o homem é só, vazio e triste. Os milhões de criaturas que se dizem felizes na verdade se apegam as seqüências, instantâneos de alegria. Daí a grande confusão com felicidade. Quer dizer então que não podemos ser felizes? Não sei, pois também já afirmei que estava feliz. Hoje parece falso, já que a alegria do momento que dava a impressão da felicidade eterna.
Muitos falam que a felicidade são momentos, pequenas seqüências de nossa vida que possam constatar como tal. Assim como a alegria e a tristeza, a felicidade também não dura para sempre. É como a busca do amor, do prazer, de amigos a harmonia da vida é construída durante nossa caminhada. Precisamos equilibrar todos esses momentos. Toda verdade é questionável. Tudo é passível de mudanças. Nada é mutável. Portanto, quem se acha feliz, melhor assim. Enganarmos-nos ligeiramente com alguns conceitos é bacana. O que não é bacana é se enganar durante uma vida inteira.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Saindo da Batcaverna

Julie Newmar, de 76 anos, e Adam West, de 81, os primeiros Mulher Gato e Batman da série da televisão exibida no Brasil nos anos 1970, sairam da Batcaverna e foram flagrados por um site americano.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Enígmas Bíblicos

O jornalista inglês Jonathan Freedland escreve sob o pseudônimo de Sam Bourne. O seu livro de estréia, O Código dos Justos tem uma trama conspiratória com fundo religioso e alguma imaginação. Uma série de assassinatos é cometida em volta do planeta, como Nova Iorque, Índia, Cidade do Cabo e até no Rio de Janeiro. Um jovem repórter do New York Times relata uma das mortes e acha estranho que outras mortes ocorram com tamanha semelhança. Não acredita na ligação entre as mortes, até ter sua mulher seqüestrada. A partir daí segue uma trilha misteriosa de uma seita, onde há seguidores fervorosos de uma antiga crença da humanidade. Misticismo, profecias antigas, enigmas precisam ser descobertos, para que se possa revelar o segredo de centenas de anos. Como sempre acontece neste tipo de livro, um segredo que depende o destino da humanidade.
Como sou sofredor, peguei o segundo livro do autor O Último Testamento. A história tem início em abril de 2003 quando os americanos assumem o controle de Bagdá, capital do Iraque. O Museu Nacional de Antiguidades da cidade é saqueado e entre eles, está um menino de 15 anos. Foge com uma tábua de argila debaixo do braço. Agora a ação se desloca para Tel Aviv, em Israel. O primeiro ministro está para assinar um documento que selaria a paz entre os palestinos e israelenses. Do meio da multidão surge um homem que está disposto a falar com o primeiro ministro. É morto por guarda-costas, pensando que ele tivesse uma arma e com intenções de matar o primeiro ministro. Na verdade, carregava apenas uma carta para o líder político. O acordo de paz está em risco e Washington convoca a negociadora Maggie Costelo para a região. Entre intrigas de políticos, a negociadora procura respostas em cantos sombrios da capital de Israel e região, encontrando vestígios de um enigma não resolvido da Bíblia.
Os dois livros de Sam Bourne lembram em muito Dan Brown. Já li em algum lugar que alguns o consideram melhor que o autor de O Código DaVinci. Não vamos acreditar nisso. Tanto O Código dos Justos como O Último Testamento carecem de informações mais consistentes e também um ritmo melhor da trama. Por vezes larguei os livros, por serem óbvios demais. Outras por faltar ao longo da leitura, uma intriga que pudesse me levar adiante na leitura. É certo que os tesouros do Iraque foram saqueados e o país ficou sem uma parte de sua cultura, guardada por centenas de anos. De outra ordem, a Bíblia é um tesouro, que muitos autores enxergam enigmas e, vamos dizer sacanagens por trás de palavras e relatos pouco explicados. Em todo caso, é interessante ler para conhecermos o que se passa na cabeça de autores que querem seguir o caminho fácil do sucesso.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Palácio de Versalhes

Ao se visitar o Palácio de Versalhes, em Paris, observa-se que o suntuoso Palácio não tem banheiros. Na idade média, não existiam escovas de dente, perfumes, desodorantes, muito menos papel higiênico. As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas. Em dia de festa a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para 1.500 pessoas sem a mínima condição de higiene. Vemos nos filmes as pessoas sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias que eram feitas propositalmente para conter os odores das partes íntimas já que não havia adequada higiene. Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e a quase inexistência de água encanada. O mau cheiro era dissipado pelo uso do abanador. Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos.
Quem já visitou Versalhes admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram simplesmente contemplados, mas usados como vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque lá também não havia banheiros. Na idade média, a maioria dos casamentos ocorria nos meses de junho, para eles era o início do verão. A razão é simples. O primeiro banho do ano era tomado em maio, assim, em junho, o cheiro das pessoas era ainda tolerável. Entretanto, como os odores já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês, junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Daí temos maio como o mês das noivas, e a explicação da origem dos buquês de noiva.
Os banhos eram tomados numa única tina (espécie de banheira), enorme, cheia de água quente, e o chefe da família tinham o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres também por idade, e por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomarem banho. Quando chegava a vez deles, a água já estava tão suja que era possível perder um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês don´t throw the baby out with the bath water. Que quer dizer: não jogue o bebê fora junto com a água do banho, que hoje usamos para os apressadinhos.
Os telhados das casas não tinham forros e as vigas de madeira que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais, cães, gatos, ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, as goteiras forçavam os animais pularem para o chão assim a nossa expressão está chovendo canivete, tem o equivalente em inglês it´s raining cats and dogs. Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimentos oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada. Vamos lembrar que os hábitos higiênicos da época eram péssimos. Os tomates, sendo ácidos, foram alimentos considerados, durante muito tempo, venenosos. Copos de estanho eram usados para cerveja ou uísque. Essa combinação, ás vezes, deixava o indivíduo no chão, numa espécie de narcolepsia, induzida pela mistura da bebida alcoólica com óxido de estanho. Alguém poderia pensar que ele estivesse morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo e bebendo e esperando pra ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.
A Inglaterra país de território pequeno é onde nem sempre havia espaço para se enterrarem todos os mortos. Então os caixões eram abertos, retirados os ossos, colocados em ossários, e o túmulo usado para outro cadáver. Às vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, pelo lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade havia sido enterrado vivo. Assim surgiu a idéia de ao se fechar os caixões, amarrar uma tira de pano no pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e amarra-la a um sino. Após o enterro alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante alguns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar e ele seria saved by the bell, ou salvo pelo congo, expressão que é utilizada até hoje.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

So um lembrete...

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.Quando se vê, já são seis horas!Quando se vê, já é sexta-feira...Quando se vê, já terminou o ano...Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.Quando se vê, já passaram-se 50 anos!Agora é tarde demais para ser reprovado.Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais.'
Mário Quintana

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ferido e perdoado

Quem feriu você já feriu e já passou. Lá na frente encontrará o inevitável retorno e pelas mãos de outrem será ferido também. A vida se encarregará de dar-lhe o troco e você, talvez, jamais fique sabendo. O que importa de verdade é o que você sentiu e, mais importante, é o que anda você sente: mágoa, rancor, ressentimento ou ódio? Você consegue perceber que esses sentimentos foram escolhidos por você? Somos nós que escolhemos o que sentir diante de agressões e de ofensas. Quem nos faz o mal é responsável pelo que faz, mas nós somos responsáveis pelo que sentimos. Essa responsabilidade tem a ver com o amor que devemos e temos que sentir por nós mesmos. O ofensor fez o que fez e o momento passou, mas o que ficou aí dentro de você?
Mágoa: de todas as drogas ela é a mais cancerígena. Pela sua própria saúde, jogue-a fora.
Rancor: ele é como um alimento preparado com veneno irreconhecível. Qualquer dia desses você poderá contrair doenças de cujas origens nem suspeitará.
Ressentimento: imagine-se vivendo dentro de um ambiente constantemente poluído, enfumaçado, repleto de bactérias e de incontáveis tipos de vírus. É isso que seu coração e seus pulmões estão tentando agüentar. Até quando eles vão resistir?
Ódio: Seus efeitos são paralisantes. Seu sistema imunológico entrará em conflito com esse veneno que com o tempo poderá colocar você face a face com a morte e talvez muito tarde você venha a perceber que melhor seria ter deixado que seu agressor colhesse os frutos do próprio plantio.
Portanto, para o próprio bem de todos, vamos perdoar. O perdão o libertará e o fará livre para ser feliz. Esqueça o mal que lhe foi feito. Deixe que seu ofensor lembre-se dele através das conseqüências com que certamente virá a arcar. Mude seu destino. Seja o seu próprio comandante de sua vida. Escolha o melhor caminho pela viagem que é nossa vida. E se outras vezes o ferirem, perdoe... Como Cristo perdoou os que o crucificaram.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Terra Prometida

A terra prometida é uma pequena faixa de terras que se estende aproximadamente do Mar Mediterrâneo ao Rio Jordão. Os Judeus chamam essa terra de Israel. Os árabes chamam essa terra de Palestina. Ambos acreditam que essa terra lhes pertence.

As razões dos JUDEUS em acreditar que essa terra lhes pertence:
Esse foi um reino judeu onde os judeus viveram por muitos séculos
Após as revoltas contra os Romanos, de 70 a 135 d.C., a terra, Judéia, recebeu dos romanos o nome de Palestina
A cada ano, desde a destruição romana, os judeus têm orado para retornar a essa terra. “No próximo ano em Jerusalém”, é a frase com que termina cada celebração da Páscoa.
Os judeus oram três vezes ao dia, voltados para Jerusalém, que é sua cidade mais sagrada.
Após séculos de trágicas Cruzadas, progroms, e por fim o Holocausto, a maior parte dos judeus acredita que apenas estarão a salvo de perseguições se existir um Estado Judeu independente.

As razões dos ÁRABES em acreditar que essa terra lhes pertence:
Os povos árabes habitam essa terra por séculos.
Suas presenças aumentaram significativamente após a conquista muçulmana no século VII.
As vidas e tradições dos habitantes são muito ligadas aos lugares dessa terra, onde muitos tiveram ancestrais por inúmeras gerações.
Jerusalém é um centro cultural, social e religioso para a população árabe.
Aqui ficam as Mesquitas de al-Aqsa e de Omar, o terceiro local mais sagrado para os muçulmanos.
A tradição diz que o Profeta Maomé ascendeu ao Céu montado em seu lendário cavalo, Al Buraq.

Conclusão:
Ambos os povos têm direito a essa terra.
Ambos os direitos são amplamente reconhecidos pela comunidade das nações.
Nenhum dos lados simplesmente desaparecerá, nem os 5 milhões de judeus, e nem os 4,5 milhões de árabes.

As soluções possíveis: a) os árabes ficam com toda a terra (eliminando o outro lado pela força); b) os judeus ficam com toda a terra (eliminando o outro lado pela força); c) um Estado bi-nacional para judeus e árabes (a solução ideal na teoria, porém impraticável dado o nível de tensão e ódio entre as partes, além da falta de autonomia para cada povo); d) dois Estados para dois povos (dois Estados independentes, vivendo lado a lado com fronteiras seguras e mutuamente reconhecidas, a idéia ideal).

Mas, como sempre acontece em qualquer briga, cada lado costuma culpar o outro. Todos nós achamos conveniente julgar este ou aquele lado. Sempre temos um lado para torcer, mas temos que levar em consideração que sempre nos contam e divulgam fatos e imagens conforme a conveniência de cada um. Ou por outro lado, omitem coisas importantes que poderiam clarear melhor toda a situação. Mas, independente de tudo, é importante combater a intolerância. Esta leva a guerra e carnificina. E a paz, que é a única forma de se viver, sempre é esquecida, mas que faz aproximar os povos e pessoas, reconhecendo todos na sua igualdade.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O Livreiro de Cabul

A jornalista norueguesa Asne Seierstad compôs um retrato das contradições no Afeganistão, depois que se propôs a viver três meses em Cabul, na casa de um livreiro. Dessa experiência nasceu o livro O Livreiro de Cabul. Depois da queda do regime Talibã, em 2001, a jornalista, que fez a cobertura da guerra em Cabul, conhece Sultan Khan, dono de várias livrarias. Essa amizade faz com que ela viva na casa do livreiro por três meses, nas condições impostas pela sociedade afegã, para que possa relatar em livro essa experiência.
Os temas abordados são como fossem crônicas com descrições e um pouco da história do Afeganistão. De fácil leitura e prende a atenção do le
itor. A jornalista é feliz ao retratar o país, depois de tantas guerras, que passa desde a saída dos britânicos, pela invasão soviética até a intervenção americana que derrubou o regime Talibã. Mas isso é apenas o pano de fundo, já que a autora se atém aos costumes islâmicos, à aceitação da mulher na sua condição inferior e submissão total aos homens.
O interessante é que a autora consegue se manter distante de qualquer crítica daquilo que presencia, porém consegue mostrar com sensibilidade a angústia de tantas mulheres que perderam sua identidade com o regime Talibã. A jornalista conta a história de Sultan Khan, que por mais de vinte anos enfrentou autoridades para prover livros aos moradores de Cabul. Foi preso, interrogado, espancado, assistiu soldados queiram pilhas de seus livros nas ruas. Mesmo assim, persistiu na sua paixão pelos livros.
O livreiro é considerado um homem rico e possui várias livrarias num país de analfabetos. Um paradoxo em tudo isso, porém não se podem desconsiderar as tantas histórias dos familiares do livreiro. Principalmente das mulheres e sua submissão ao homem. Dos casamentos prematuros sem amor, das imposições das tradições e, principalmente, a religião que orienta esse povo através do Alcorão.
Depois que o livro foi publicado, Sultan Khan se sentiu ofendido com o ponto de vista da jornalista. Ele resolveu ele mesmo relatar sua vida no livro Eu sou o Livreiro de Cabul. Mas isto é outra história.
O Afeganistão virou moda algum tempo atrás com o livro O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini. Logo em seguida veio do mesmo autor, A Cidade do Sol. Todos os livros foram sucessos. Histórias dramáticas que até parecem ficção. Mas o pioneiro em relatar o Afeganistão é James A. Michener. O autor relatou as condições de vida, cultura, religião e os valores morais em Caravanas. Este retrato que o autor faz é de 1946, de forma verossímil. Neste romance é contada a história de uma jovem americana que desaparece no Afeganistão e sua relação com esse país. Ellen Jaspar, a americana que conheceu o jovem afegão Nazrullab, decide fugir da vida de seu país para viver de forma primitiva. Casa-se com o jovem Nazrullab, conforme as leis afegãs, aceitando inclusive ser a segunda esposa, tudo para fugir do progresso americano. O atrito entre os dois jovens se torna inevitável, se divorciam. A família de Ellen quer que ela regresse
para a América, porém ela prefere viver como nômade, seguindo as caravanas, levando-a para todos os lugares do país. Porém o que mais chama a atenção neste livro é a descrição do autor sobre o Afeganistão. Uma terra inóspita, que acolhe várias etnias, que se vestem e se alimentam conforme as leis determinam.
Todos os livros citados são obras interessantes de se ler. Em todas elas se vê um mesmo retrato perturbador da cultura afegã, a luta do país para sobreviver às guerras que maltratam seu povo e o esforço de sua gente para uma vida melhor. Diria que é um país interessante para se conhecer do lado de fora. Pouco provável que um brasileiro quisesse viver num país tão maltratado e atrasado. Vamos torcer para que essa realidade mude.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Belezas de Curitiba

Vamos começar o mês de OUTUBRO com belas imagens!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

30 razões de queixas

Pesquei essa preciosidade, não lembro exatamente onde, adaptei algo aqui e ali para mostrar como pode ser a vida num condomínio. As 30 situações apresentadas acertam em cheio nas verdades sobre a vida num apartamento. Aliás, morar em apartamento não é para qualquer um. Há pessoas que não tem a mínima condição de viver num lugar onde respeito e consideração ao próximo são essenciais. Por certo, essas pessoas deveriam morar numa caverna, num lugar muito distante e isolado de qualquer convívio social. Se você mora, morou ou vai morar num apartamento, certamente vai passar ou já passou por alguma dessas situações.
1 - Seu vizinho (de cima) sempre possui um objeto esférico que cai e rola no chão frequentemente, senão diariamente. Dá a impressão de que você mora embaixo de uma colecionadora de bolinhas de gude e que toda a vez que ela chega de madrugada ele dá uma espiadinha na coleção.
2 - Você nunca recebe visitas de madrugada, mas sempre escuta a campainha do vizinho.
3 - Seu vizinho sempre faxina a casa em horas impróprias. Será o de cima se for necessário arrastar móveis. Será o mais próximo se utilizar o aspirador de pó
4 - Seu vizinho (de cima) tem mania de arrastar móveis (não só quando faxina). Ou sobre o seu quarto, ou sobre a sua sala enquanto você assiste televisão.
5 - Seu vizinho (de baixo) tem sorte de tê-lo como vizinho, pois você é calmo, silencioso, não arrasta móveis, não deixa nada cair no chão e não possui objetos esféricos que rolam sobre sua cabeça. Além disso, geralmente anda de chinelos.
6 - Seus vizinhos não respeitam as regras de salão de festas; quebram copos, não limpam e reservam todo final de semana o espaço, nunca dando chance a você que, inclusive, só usa no seu aniversário e no aniversário da sua esposa.
7 - Seu vizinho (de garagem) insiste em estacionar rente a faixa de divisão de boxes, não deixando você abrir decentemente sua porta e correndo freqüente risco de riscar a porta do seu carro.
8 - Ao sair do carro, espremido, você sempre cuida para não bater a porta no carro ao lado. Entretanto, sempre há marcas de batidas de porta na porta do teu carro.
9 - Seus vizinhos (de cima e de baixo) têm a feia mania de ficar segurando, por razões misteriosas, o elevador.
10 - Seu vizinho (de cima) adora urinar diretamente na água da privada, projetando um barulho insuportável no seu banheiro/quarto.
11 - Seu vizinho (de cima) acorda várias vezes de madrugada para ir ao banheiro. (E mija muito alto)
12 - A bexiga do seu vizinho (de cima) deve suportar uns três litros de líquido.
13 - Ninguém, exceto você, devolve o carrinho de compras logo após o uso.
14 - A maioria das vezes que seu vizinho leva lixo, ele tem algo nojento que pinga no elevador.
15 - Você é o próximo a usar o elevador. E isso vale para quando seu vizinho suado e fedido acabou de sair dali após fazer exercícios. Ou quando aquela perua tomou banho de perfume de R$ 1,99.
16 - Chuck Norris não tem vizinho de cima. Nem São Pedro fica acima dele, pra não fazer barulhos com as tempestades.
17 - Crianças adoram brincar perto de você. Mas só quando você está dormindo no sábado/domingo, bem cedinho de manhã ou logo depois do almoço.
18 - O seu vizinho não quer ouvir música. Ele quer que VOCÊ ouça.
19 - Coisas estranhas caem na sua janela. Especialmente do banheiro.
20 - Quanto mais alto o som produzido pelo salto-alto, mais a sua vizinha (de cima) vai utilizar aquele sapato enquanto você está dormindo (ou tentando).
21 - Quanto mais pressa você tiver, mais gente que mora nos andares inferiores ao teu entrará no elevador. Em especial os moradores do 1º andar, que aguardam pacientemente por 10 minutos o elevador (vide a verdade nº 9), sendo que poderiam subir um lance de escadas com 7 degraus.
22 - Crianças choram. Cachorros latem. Algumas mulheres mugem… principalmente “naqueles” momentos.
23 - Coisas inexplicavelmente voam janela afora. Essas coisas inexplicavelmente não pertencem a ninguém.
24 - Só chove violentamente quando você deixa a janela aberta, provavelmente acreditando que aquele lindo dia de sol continuará.
25 - Tem gente que acha que furadeira, liquidificador, aspirador de pó e máquina de lavar “manca” são instrumentos musicais. E pior: acha que dão uma linda sinfonia, que todos gostam de ouvir.
26 - Há sempre um (a) louco (a) morando do prédio. E você sinceramente pensa na possibilidade dele (a) sair atirando a qualquer momento.
27 - A fatura do condomínio é um dos mistérios do universo. Albert Einstein se mudou do prédio onde morava porque não entendia os gastos. Daí nasceu a “relatividade”…
28 - Ninguém quer ser síndico. E o síndico é geralmente alguém que não devia ser.
29 - O síndico nunca está nas raras vezes em que se precisa realmente dele.
30 - Você tenta se consolar com a velha frase: “É... tem suas vantagens e desvantagens… pelo menos tem segurança”. Muito embora todos deixem à porta da frente destrancada, o portão aberto, e qualquer um que realmente queira possa entrar a qualquer momento no prédio.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Logo Rei do Pop

A MTV criou um logo em homenagem a Michael Jackson. Um trabalho genial. Agência alemã BBDO e a execução a cargo da dinamarquesa S-FARM.DE

Cartaz de Cinema


O cinema brasileiro tem dado mostras de que possui, além de talento, força e técnica para se firmar no mercado. Temos alguns exemplos recentes de filmes que levaram milhões aos cinemas. Dando uma volta ao passado (e nunca devemos esquecê-lo), temos tantos filmes esquecidos e de grande valor. A Cinemateca Brasileira está digitalizando alguns. Famosos ou não, conhecidos ou ignorados, é o nosso cinema que sempre teve o que dizer.
Interessante notar as cores fortes, além dos desenhos e colagens nos cartazes desses filmes. Pode parecer brega, sinistro ou até um clima noir. Nada de nostalgia. Assim como gostamos (muitos não) de ver fotos de nosso passado, é bom espiar para nossa cultura e verificar que nossa gente sempre foi criativa. Muitas vezes adaptada à nossa cultura, mas nem por isso menos importante.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Excessos

Cometemos muitos erros durante a vida. Alguns irreversíveis. O excesso de proteção, de amor, de ódio, de revolta. O excesso de tomar decisões, de não toma-las. Isso causa sofrimento. Alguma revolta. Muitos dos atos que praticamos, gostaríamos de ter uma nova chance. De mudar alguma palavra dita. De não ter feito isso ou aquilo. Mostrar aos outros que não somos ruins nem cruéis. As feridas ficam expostas. A falta de discernimento machuca. Se pudéssemos voltar ao início de tudo, rever conceitos e valores. Reconstruir o que se tornou ruína. Mas na incerteza, a vida nos dará outra chance? Outra dor pungente, que vem do desconhecido, não nos dá estabilidade. As mudanças radicais não acontecem. Quando elas aparecem em forma de decisões externas, elas assustam. Somos prisioneiros da vida nos excessos de nosso viver. Nossa alma vive num cárcere, como num holocausto promovido pelos nossos exageros. Gostaríamos de ter muitas certezas, mas a vida vai apresentando situações de extrema incerteza. Os sentimentos de carência, de choro, de um diálogo, mas também, e ao mesmo tempo, de querer ficar quieto em nossa alma. Precisamos de tudo: de amor, de ódio, atenção, do descaso, do aconchego. Precisamos que alguém saiba que estamos aqui. Mas da mesma forma, todos ignoram.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Quando a chuva passar

Pra que falar
Se você não quer me ouvir?
Fugir agora não resolve nada
Mas não vou chorar
Se você quiser partir
Às vezes a distância ajuda
E essa tempestade um dia vai acabar.

Só quero te lembrar
De quando a gente andava nas estrelas
Nas horas lindas que passamos juntos
A gente só queria amar e amar e hoje eu tenho certeza
A nossa história não termina agora
Pois essa tempestade um dia vai acabar.

Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela e veja eu sou o sol
Eu sou céu e mar
Eu sou seu infinito
E o meu amor é imensidão.

Só que te lembrar
De quando a gente andava nas estrelas
Nas horas lindas que passamos juntos
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história não termina agora
Pois essa tempestade um dia vai acabar.

Ramón Cruz

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Os Medos

Vez ou outra ficamos mais tristes, não entendendo os mistérios da vida e suas desilusões. Acreditar na vida e pensar que ela também acredita em nós. Patinar caminhos imutáveis, não sabendo o que esperar da vida, buscar outras perspectivas, sem saber o que a vida quer de nós. Não ter medo da vida, mas o medo sobressalta, quando a vida nos tira algo. Sentimos fragilidade quando não conseguimos saltar algum obstáculo e a vida nos amedronta, ficando fácil se perder nela para banir os sofrimentos. O medo de ficar só, sem amor. Esse sentimento inconstante e devastador que move o mundo, que muitos morrem e lutam para tê-lo sempre presente. O medo de amar mais a si próprio que seu semelhante. O medo de não conseguir um amor na vida a não ter os toques mágicos do amor pago e desnecessário. O medo de pedir uma proteção divina, quando falta mágica para acreditar nos desígnios dos mistérios celestes. A falta de amor próprio para poder ser desejado e amado. Os medos do coração são diferentes do medo racional. Não há parâmetros que o fazem silenciar. Não alimentam somente mais medos. Acumulam energia estranha ao nosso próprio ser, de forma a não sabermos mais quem somos. Os medos da alma são estranhos e ignorantes. Conduzem-nos a um túnel escuro, com goteiras incessantes. Os medos da vida fazem com que a vida pare! Mesmo quando todos eles se forem, ainda fica o medo de que ele volte.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sangue do meu sangue

Família é sempre família. Os perfis são os mais diferentes. Gênios indomáveis, menos maleáveis e até os submissos. Todos no mesmo saco! Há muita alegria e mágoa. Alguns mais presentes outros ausentes por acreditar em algo diferente do que o afeto. Algumas seqüelas são permanentes outras caem no esquecimento. Lembro que alguém um dia falou que quando não lembramos é porque perdoamos com o coração. Há guerras invisíveis que são travadas e nem todos tomam conhecimento. Olhando-se de fora, todas as casas parecem pacíficas e ajeitadas. Não conseguimos imaginar o que acontece em todas elas. Temos sempre a referência de nosso quintal. Quando algo de fora atinge a família, todos se unem para defender e proclamar o sangue do meu sangue. Mesmo quando pessoas da própria família são atingidas. Como diz aquela propaganda: acontece nos filmes, acontece na vida! Casos extremos de violência entre parentes. Filhos jogados pela janela, mães espancadas por filhos violentos, filhos violentados em sua infância por pais inescrupulosos e assim por diante. De toda forma, a família ainda é o meio em que todos conhecem o mundo. É a partir dela que se tem a primeira experiência para a vida fora do casulo. É referência básica que são impingidas por ela que vão moldar a forma como cada um será em sua família futura. Mas nem sempre valores altruísticos são propalados em seu ceio. Mas, por tudo e por todos, “o sangue do meu sangue” sempre é mais quente quando é atingido por um petardo qualquer.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

É gostoso o proibido

Fazemos muitas vezes o politicamente incorreto. Ou não vivemos num padrão preestabelecido pela sociedade. É gostoso o proibido, como o pecado original. Torna-se difícil estabelecer um parâmetro entre o proibido e o permitido. Muitas vezes nossos atos são incompreendidos devido a este preceito. Mas o que conta é que temos que ser felizes agora. Temos uma única vida para ser vivida. Perder tempo é não recupera-lo e não ter a experiência que se deixou passar. A vida não espera. Corre solta por aí e nossa obrigação é acompanhá-la. Também é preciso dizer que nem sempre o proibido é ruim ou desnecessário. Não é pecado, nem uma perversão. Tudo depende da ótica em que se olha e de quem olha. Os fundamentos e embasamentos que se observa são frágeis. Penso que cada um se fundamenta naquilo que acredita. Portanto, o que para uns é proibido para outros é algo trivial. O mais importante seria utilizar o bom senso e proibir o proibido. Todos sabem o que devem fazer. O senso certo e errado parece errado, mas todos têm noção de uma conduta razoável. Todos sabem quando fazem algo inadequado, fora do bom senso. Matar, roubar, dirigir embriagado é fácil de perceber. Mas quando se magoa uma pessoa? Nem sempre todos possuem um espírito sensível para notar esse deslize. As palavras ferem, os atos agridem. Mas não é proibido ser gentil, pedir desculpas e ser afetuoso. Mas na maioria das vezes os atos proibidos são escondidos de nós mesmos. São festejados escondidos no porão da alma. Outros atos proibidos são vistos por nós e os condenamos de imediato. Enfim, é gostoso o proibido porque nos dá prazer. Quer porque o fizemos ou porque o condenamos. Assim é a vida!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PORQUE EVA COMEU A MAÇÃ

Um pouco de humor faz bem. Sem reclação do sexo feminino, ok?


Não foi assim fácil não! No início, Eva não queria comer a maçã.
- Come - disse a serpente astuta! - e serás como os anjos!
- Não - Respondeu Eva. - Virando a cara para o lado!
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
Cruzou os braços, olhou bem na cara da serpente e respondeu firme:
- Não!
- Serás imortal.
- Não! Já disse!
- Serás como Deus!
- Não, e NÃO! Já disse que não!
Desesperada não sabia mais o que fazer. Precisa fazer algo para que aquela mulher, de princípios tão rígidos e personalidade tão forte comesse a maçã. Até que teve uma idéia, já que nenhum dos argumentos havia funcionado. Ofereceu novamente a fruta e disse com um sorrisinho maroto:
- Come, boba! EMAGRECE!
FOI TIRO E QUEDA

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Celebration - Madonna

A nova música de Madonna!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Perdas e muitos ganhos

A simplicidade de Lya Luft é um assombro. Não apenas como pessoa, mas sua escrita é de excepcional entendimento e convencimento. Sempre tenho receio com leituras de auto-ajuda. Mas Perdas & Ganhos, não é ficção, nem ensaio e muito menos auto-ajuda. É literatura. E das boas. Fazia tempo que ensaia para ler este livro da autora. Sempre havia um quê de resistência, por ser considerado um livro quase feminino e a alcunha de ser muito conselheiro. Mas longe disso, é um livro excepcional.
A escritora trava um diálogo franco com seus leitores. Já em seu início, diz que escreve para instigar os leitores a repensarem o que eles fazem com o tempo que lhes é dado. Ao longo das páginas, vamos descobrir que precisamos reinventar a vida constantemente. Para tanto, e
la nos diz que é preciso valorizar e revaloziar a vida a cada instante. Textualmente ela nos conta: “Vivemos segundo o nosso ponto de vista, com ele sobrevivemos ou naufragamos. Explodimos ou congelamos conforme nossa abertura ou exclusão em relação ao mundo”.
Lya Luft nos alerta para vivermos todas as fases da vida com felicidade. A passagem do tempo é uma conquista para a maturidade e não a perda da juventude. A valorização dos jovens quanto à aparência e consumo é um tormento na vida das pessoas. Todos querem aparentar ser mais jovens do que são e possuir o que não tem.
Ao longo da leitura, somos levamos a reflexão sobre a infância, juventude e velhice. Todas as fases de nossa vida são os reflexos da pessoa que nos tornamos. Diz a autora: “A vida não tece apenas uma teia de perdas, mas nos proporciona uma sucessão de ganhos”.
Cada página de Perdas & Ganhos são de verdades e parecem raios chicoteando nossa mente. Não é possível neste espaço dizer toda a beleza do texto de Lya. Mas aconselho que todos leiam com atenção e reflexão. A vida terá outro sabor. Será menos azeda e mais produtiva. Claro, depende da ótica positiva e dos ganhos que cada um retirar das sabidas palavras da autora.
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